Isaías 55.13

"Em lugar de espinhos crescerá o cipreste, em lugar da sarça, crescerá a murta; isso resultará em renome para o Senhor, para sinal eterno, que não será destruído." Is.55.13

terça-feira, 2 de agosto de 2011

José

Esta é a história emocionante de um jovem sonhador, chamado José, que foi levado ao mais alto nível de vida com Deus, mas precisou descer na masmorra fria e fétida do Egito. Ele foi incompreendido pelos seus irmãos e invejado por causa da bênção de Deus em sua vida. Seus irmãos intentaram contra a sua vida, por isso o venderam como um escravo e o lançaram em uma cisterna. Ele gritou do fundo da cisterna e seu grito ecoou pelas terras de Canaã, mas seus irmãos fingiram-se de surdos e ignoraram seu pedido de socorro. Em meio ao seu abandono e sofrimento, passava por ali uma caravana de mercadores, que pararam e se interessaram na “mercadoria” humana. A caravana foi o veículo que Deus usou para transportar José para o lugar de sua honra. Quando estiver passando pelo vale de aflições, Deus vai mandar o transporte para o lugar da sua vitória. Deus tem as “caravanas do livramento” para que ao invés da vergonha tenha dupla honra. Isto não é uma utopia,  é real o escape diante da dor e do sofrimento. Há sempre uma saída para os escolhidos de Deus.  José foi levado para o Egito, mas  não se tornou "José do Egito", a sua aliança com o Deus de seu pai Jacó, fez com que ele não abrisse mão de sua vida consagrada. Quanto mais baixo ele descia, mais fiel se tornara ao Senhor. De masmorra em masmorra, a bênção da abundância de Deus fluía sobre sua vida. Ele era próspero e abundante em tudo que fazia, porque Deus era com ele. Ele foi assediado e caluniado pela esposa de Potifar, por isso foi lançado em prisões e colocaram ferros em seus pés. Quando chegou na masmorra, sua liderança espiritual foi demonstrada perante os prisioneiros e a bênção de Deus o colocou em uma posição de destaque.  A bíblia diz que José interpretava sonhos e quando interpretou os sonhos do padeiro-mor e do copeiro-mor na prisão, aconteceu exatamente como disse. O padeiro-mor foi enforcado e o copeiro-mor foi reestabelecido em sua função diante de faraó. Passados dois anos inteiros, o copeiro não se lembrou de José, antes, se esqueceu dele, mas Deus não havia se esquecido de José em seu sofrimento. Faraó teve um sonho e ninguém foi capaz de interpretá-lo e Deus em sua infinita bondade e misericórdia fez com que o copeiro-mor se lembrasse de José e dissesse a Faraó, que havia conhecido um jovem hebreu que fora capaz de interpretar os seus sonhos na prisão. Faraó mandou chamar a José e o fez sair da cova; e barbeou-se, e mudou as suas vestes, então veio José até Faraó e  interpretou o seu sonho. E disse Faraó: “Acharíamos um varão como este, em que haja o Espírito de Deus. E disse a José: Pois que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão inteligente e sábio como tu”. Deus honra a José, colocando um anel em seu dedo e o vestindo de linho fino e pôs um colar em seu pescoço e disse: “Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo; somente no trono eu serei maior que tu”. A vida de José é um exemplo, à todos que descem às covas profundas e vales de aflição nas estradas da vida. José confiou em Deus e em sua promessa e não desistiu de esperar Nele, e certo de que os sonhos de Deus são maiores que seus sonhos. Não guardou em seu coração a mágoa e o rancor por aqueles que queriam o seu mal, mas José disse aos seus irmãos: “Não temais; porque, porventura, estou eu em lugar de Deus! Vós intentastes mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande. Agora, pois, não temais; eu vos sustentarei a vós e a vossos meninos. Assim, os consolou e falou ao coração deles”. (Gn 50.19,20,21) Deus é Fiel!

Lécia Mendonça

terça-feira, 19 de julho de 2011

O Silêncio de Deus

Abster-se de falar é um mecanismo revelador de Deus. O seu silêncio fala-nos a respeito de sua soberania e onipotência. Viver  sobre a  ausência das palavras divinas é confrontador e revela os sentimentos mais íntimos do coração humano. É como ter o pão e não poder fartar-se, ter vestimentas e sentir-se nu.  O silêncio de Deus é precioso  para descobrirmos o real sentido de caminhar comprometidos com Ele. No silêncio, os nossos olhos se voltam para os montes de dúvidas e questionamentos, surge então a pergunta: "De onde vem o meu socorro!" Quando a perplexidade bate à porta e não há palavras, tentamos procurar respostas para nós mesmos, àquelas que gostamos de ouvir. Quando Deus se cala, ele trabalha através da calma de suas ações, na serenidade de seu trono e na força de seu Poder, como diz o salmista: "Pelo mar foi o teu caminho, as tuas veredas pelas grandes águas, e não se descobrem os teus vestígios." (Sl 77.19) O silêncio de Deus é como o oceano sem ondas, como estar no deserto e o sol escaldante. As ações de Deus acontecem mesmo que ninguém a perceba e no seu silêncio, as dúvidas querem tomar o lugar da convicção de quem somos e de quem é Deus. Somos provados pelo teste do tempo e do silêncio e mesmo sem respostas imediatas, somos levados a ter uma compreensão maior de Deus e o seu trabalho sútil. Deus não vai tirar o seu olhar de nós, para que possamos perceber, que em meio a efémera condição humana, suportar o seu silêncio é o grande teste da caminhada cristã, para conhecermos a Deus e sermos conhecidos por Ele. Deus não permanecerá calado mais do que o necessário, até que vejamos com os próprios olhos, o que nos tornamos a medida em que "crescemos". O amadurecimento espiritual é medido através do silêncio divino e na disposição em ouvir tudo o que ele tem a dizer, apenas com seu coração.

Lécia Mendonça

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Pai Nosso

O Pai é o Genitor, Gerador, Protetor, Fundador e Autor. Pai é a manifestação mais sublime da natureza de Deus. É também denominado de El Shaday, o Deus auto-suficiente, eternamente capaz de ser tudo o que o seu povo precisa. Ele é Pai, não só meu, nem só seu, é o Pai nosso! A Bíblia diz: "Deus é bom para todos e faz vir sua chuva sobre maus e bons."  O modelo da prece que Jesus nos ensinou deve ser vivenciado no cotidiano de todos aqueles que crêem. O Pai está no céu, o lugar da sua habitação, uma dimensão onde não existe pecado. Santificado seja o teu nome, estabelece a adoração mais íntima a Deus. Venha o teu Reino, é a súplica que do que clama, para que seu governo sagrado seja estabelecido na terra. Seja feita a tua vontade tanto na terra, como no céu. A vontade do Senhor e não a dos homens será feita na face da terra. O Pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Deus é o provedor de todas as nossas necessidades diárias. Basta a cada dia o seu mal. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. O Perdão de Deus é o acesso a verdadeira vida, sem cravos e espinhos, nos tornando aptos para perdoar também. Não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal é o clamor por uma proteção constante em um mundo mal e sem amor. Tudo é do Pai, o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém!

Lécia Mendonça

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O Trabalho de Deus tem Recompensa!

 Trabalho é a execução de uma tarefa, uma aplicação da atividade física, intelectual ou espiritual em um determinado serviço. Todo trabalho para Deus tem recompensa e trabalhar para Ele, é mais do que ser fichado em uma grande empresa, ter um chefe cobrando resultados, e  no fim do mês receber o suado salário. Quando somos chamados para a obra de Deus não pensamos em receber nada em troca, e longe de fazer barganha com Deus. Mas a bíblia diz que: "Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino. Pois a Escritura declara: Não amordaces o boi, quando pisa o grão. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário." (1 Tm 5.17, 18) Há muito tempo ouvi alguém dizer que Deus não fica devendo nada a ninguém, e não fica mesmo!  Obreiros incansáveis pregam a palavra de Deus pura, andam de casa em casa, comem arroz e feijão, evangelizam  e ainda tem  "tempo" necessário para discipular pessoas para o Reino de Deus separam tempo para orar e buscam direção para falar.  A Bíblia diz: "Deus é o galardoador dos que o buscam". (Hb 11.6)  Deus é o recompensador generoso para retribuir aqueles que com um coração sincero servem a Ele. Líderes religiosos, com uma psêudo-espiritualidade, fazem parte de um sistema religioso falido,  que distorcem a palavra de Deus e oprimem obreiros a fazerem somente o que querem que eles façam.  Não permitindo que tais homens e mulheres de Deus  expressem suas convicções, vivendo sob o julgo de homens ditadores e manipuladores da fé.  Não devemos esperar a recompensa da parte dos homens, pois os homens são desprovidos das riquezas celestiais. A bíblia diz que Deus é o dono do ouro e da prata, e é poderoso para suprir todas as necessidades e Ele está assentado em um alto e sublime trono e onde o trono de Deus habita não há crises! Paulo teve uma grande compreensão de seu trabalho para Deus e não para o homem, e queria agradar a Deus, então ele disse: "Porventura procuro eu agora o favor dos homens, ou o de Deus? ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo." (Gl.1.10) Paulo não hesitou, e foi contundente em defender o seu trabalho para  Deus e o  desejo em agradá-lo. Em Isaías foi profetizado a respeito do Messias: "Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma, e ficará satisfeito; o meu servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos porque as iniquidades deles levará sobre si." (Is 53.11) Jesus trabalhou em prol do Reino de seu Pai e exaltou o trabalho divino: "Meu Pai trabalha até agora e eu trabalho também" (João 5.17) O trabalho de Deus, deve ser feito com  consciência pura,  pois nem o que planta, nem o que rega é alguma coisa, mas Deus que dá a recompensa. "Ora o que planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu galardão, segundo o seu trabalho." (1Co 3,7,8) A defesa de Paulo relatada em 1 Coríntios 9.1  é também a defesa de muitos obreiros que estão nos campos, passando por necessidades financeiras e emocionais, vivendo apenas com o "básico" para dignamente manterem suas famílias e cumprirem seus compromissos, tendo então de buscarem outros meios  para não serem pesados a ninguém. Não recebendo palavras de ânimo e encorajamento a não desistirem, em meio a adversidades, problemas e perseguições.  Paulo sentiu na pele quando disse: "Não temos nós o direito de comer e beber?" O apóstolo Paulo se coloca como aquele que tem necessidades como qualquer outro que faz a obra de Deus  e  tem o direito de viver uma vida "normal", comendo, bebendo e descansando etc.  E disse mais: "Ou somente  eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar? Quem jamais vai a guerra à sua própria custa? Quem planta  a vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta um rebanho e não se alimenta do leite do rebanho? Porventura falo isto como homem, ou não o diz também a lei? Porque na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi que debulha. Acaso é de bois que Deus se preocupa? Ou é seguramente por nós que ele o diz? Certo que é por nós que está escrito; pois o que lavra, cumpre fazê-lo com esperança; o que debulha faça-o na esperança de receber a parte que lhe é devida. Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito recolhermos de vós bens materiais. Se outros participam desse direito sobre vós, não o temos nós em maior medida. Entretanto não usamos desse direito; antes suportamos tudo, para não criarmos qualquer obstáculo ao evangelho de Cristo. Não sabeis vós que os prestam serviços sagrados, do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar, do altar tira o seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho, que vivam do evangelho; eu porém, não me tenho servido de nenhuma destas coisas e não escrevo isto para que  assim se faça comigo; porque melhor me fora morrer antes que alguém me anule esta glória".  (1Co 9.1 a 15) O texto citado é a Palavra de Deus,  a própria verdade. E está escrito: " a Palavra de Deus é viva e eficaz e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes e apta para discernir os intentos do coração, e faz separação entre alma e espírito, juntas e medulas". (Hb 4.12) Mas graças a Deus, porque existem obreiros que trabalham para Deus, e o Senhor, o Dono da Seara, se encarrega de suprir todas as  necessidades de cada um.  E o Livro da Vida diz:  " Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão." (1Co 15.58)



Lécia Mendonça

sábado, 25 de junho de 2011

Um Profeta Notável

"Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Izabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João. (Lc 1.13) Onde estão os profetas que falam em Nome de Deus, onde estão os profetas que denunciam o pecado, onde estão os profetas que não tem medo de perderem suas cabeças! Eis os profeta de Deus! Seu nome é João Batista, o seu pai era chamado Zacarias e sua mãe Izabel, eles não tinham filhos e ela era estéril. Eles eram justos diante do Senhor e viviam irrepreensivelmente em todos os mandamentos e preceitos do Senhor. O nascimento de João Batista foi anunciado pelo anjo Gabriel, que assiste  diante de Deus, e ele foi enviado a trazer as boas novas. O anjo disse: "E terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento, porque será grande diante do Senhor e não beberá vinho nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe." (Lc1.14,15) João significa "O Senhor (Jeová) mostrou privilégio (Graça)". João Batista foi o arauto da chegada do Messias, a plena dádiva da graça divina. Ele foi consagrado como um nazireu, um varão separado do pecado e a fonte de sua inspiração foi sempre o Espírito Santo. Deus escolhera seu nome a despeito da discordância de todos da sua família, chegando a surgirem grandes questionamentos a respeito de quem seria aquele menino. E a mão do Senhor era com ele. Naqueles dias, João Batista apareceu pregando no deserto da Judeia e dizia: "Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus." (Mt 3.1,2) A sua mensagem foi única, indélevel, onde o império romano dominava e o sistema religioso ditava as "leis". O cerne de sua voz era levar o povo a tomar a decisão de uma profunda  mudança no campo das ideias, que resulta à mudança dos objetivo e atitudes, ou seja o arrependimento das obras mortas. Mas como está escrito no profeta Isaías: "Eis que eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti. Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. (Mc 1.2,3) Ele pregava o batismo de arrependimento, para remissão de pecados. Suas vestes eram de pelos de camelo e tinha um cinto de couro em redor de seus lombos e sua comida era gafanhotos e mel silvestre. E dizia: "Após mim vem aquele que é mais forte do que eu, do qual não sou digno de, abaixando-me, desatar a correia das sandálias. Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo e com fogo." (Mc 1.7,8) No batismo de Jesus, João opôs-se dizendo: "Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim. Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o permitiu." (Mt. 3.14,15) João Batista não hesitou, e vendo  muitos fariseus e saduceus que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: "Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira vindoura". Produzi, pois frutos dignos de arrependimento." (Mt.3.7,8) Ele foi encerrado manietado no cárcere por Herodes, por causa de Herodias, mulher de Filipe, seu irmão. E dizia a Herodes: "Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão. E Herodias o espiava e queria matá-lo, mas não podia;"  (Mc 6.18,19 "Em uma grande festa de aniversário, onde a  filha de Herodia, que dançando e agradando a Herodes e aos que estavam com ele a mesa. Disse, então, o rei à jovem: pede-me o que quiseres, e eu to darei. E saindo ela, perguntou à sua mãe: Que pedirei. E ela disse: A cabeça de João Batista. Pediu ao rei dizendo: Quero que imediantamente, me dês num prato a cabeça de João Batista." (Mt.6.22a25) Matam-se os profetas, mas não a sua mensagem, prendem-se os apóstolos, mas nunca prendem a palavra viva e da verdade. Morre o sonhador, mas os sonhos de Deus, jamais vão morrer. João Batista recusou-se ser chamado de profeta, nem ousou ser como o Cristo. Ele disse: "Eu não sou o Noivo, sou apenas o amigo do Noivo, que muito se alegra por sua presença."  João Batista foi simplesmente um homem, que cumpriu sua missão em toda sua extenção e profundidade no seu tempo e agradou ao Dono de tudo, o Senhor de toda terra, a ponto de ser decaptado. Não acumulou riquezas aqui,  onde a traça e a ferrugem consomem, mas acumulou tesouros no céu, onde os ladrões, não podem roubar. Este foi João Batista, um homem notável em sua geração. A grandeza no reino de Deus, não são os diplomas nem os títulos, mas é um coração pequeno, disponível em ser tudo o que está no coração de Deus. Uma discussão muito frequente hoje: Quem é o maior, quem se destaca mais.   Mas a bíblia diz: "E eu vos digo que, entre os nascidos de mulheres, não há maior profeta do que João Batista; mas o menor no Reino de Deus é maior do que ele." (Lc. 7.28)



Lécia Mendonça

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O Ministério de Amar

Uma das necessidades básicas do ser humano é ser amado. Na sociedade em que vivemos,  a iniquidade  tem se multiplicado e o amor se esfriado. As pessoas agem friamente em suas relações inter-pessoais, são calculistas e insensatas no tratamento de umas para com as outras. Pensam egoísticamente e por isso tem a sua mente desvinculada do Criador. O ego é massageado, ouvem apenas o que querem e não o que realmente precisam ouvir. Formando crentes cheios de  vícios e espiritualmente imaturos,  não gostam de dar, mas de receber.  Quando fazem parte de algum ministério na casa de Deus, fazem apenas o que lhes agradam e querem crescer a qualquer custo, ultrapassando limites e passando por cima de quem for.  São denominados de "cristãos master", eles não gostam de serem disciplinados,  não se submetem, então crescem com uma anomalia espiritual, chamada de "infanticristícos", pois a bíblia diz; "Irmãos, não sejais meninos no juízo; na malícia, sim, sede crianças; quanto ao juízo, sede homens amadurecidos." (1Co14.20) Precisamos entender uma verdade contundente,  que fazer ministério na casa de Deus, não nos  faz  espirituais e nem participantes da Natureza de Cristo. O fazer ministério para Deus, sem ser vaso de honra e útil para Ele, não tem valor. O fazer  para Deus, só tem valor quando somos desafiados a seguir os passos de Cristo e nos parecermos com Ele. O fazer é consequência do ser. “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens, e achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte e morte de cruz.”  (Fl 2.5a8) Existe um ministério que poucos desejam, uma graça não  almejada, um ministério não aplaudido, não está na plataforma e nem nos holofotes, não faz parte de disputas ministeriais. Jesus nos deixou o exemplo para que pudéssemos segui-lo, ele exerceu o ministério mais profundo que existe, o ministério do amor. Jesus não se preocupou com títulos, ele amou pobres e ricos, religiosos e poderosos, cegos e coxos, publicanos e meretizes, os marginalizados, a escória da sociedade, aqueles que ninguém queria por perto,  ele amou o não-amável. Jesus tocou em leprosos, deixou ser tocado por uma prostituta e entrou na casa de um ladrão e comeu com ele.  Jesus simplesmente amou, ele amou a Deus e ao próximo, sem querer nada em troca, fez de sua vida a  expressão  exata do Pai, pois Deus é Amor. "Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus, e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus em nós, em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele." (1Jo.4.7a9) Este deve ser  o ministério que  devemos buscar incansavelmente, o ministério de amar.


Lécia Mendonça


sábado, 18 de junho de 2011

A Provação

Na vida,  não estamos isentos de  passarmos por  várias  provações, tais como: desprezo,  escassez, perseguições, doenças, portas fechadas.  Há dois tipos de provações: as provações externas e as internas. Quando passamos pelas provações na esfera externa, temos a tendência de buscarmos a Deus e clamarmos por socorro através de jejuns, orações, vigílias, então corremos para Deus. Nos humilhamos diante  das provas, a fim de nos vermos  livres dela.  A provação de Jó  o levou a uma circunstância tragicamente desconfortante, ele perdeu filhos e toda a sua riqueza, para reconhecer sua impotência diante de sua vida solapada pelas adversidades.  Este tipo de  prova vem  subtraindo tudo o que possuímos na dimensão externa de nossa existência, deixando-nos debilitados a ponto de não termos outra saída: buscarmos a Deus. Esta provação é chamada de "provação circunstâncial".  Quando passamos pelo caminho da prova externa, dependemos mais de Deus e a fragilidade é visível diante dos sofrimentos. Mas há um outro tipo de provação e a bíblia diz que: "O crisol é para a prata, e o forno para o ouro, mas o homem é provado pelos louvores que recebe." (Pv 27.21)  Acredito, esta ser a maior provação do ser humano: o louvor recebido por alguma realização de sucesso. Neste instante acontece a provação interna e ela mexe com quem somos por dentro, nossos valores, competências e habilidades, ela toca as fontes da vida: o nosso coração. Quando somos elogiados, pensamos não termos limitações e nos vemos como semi-deuses. Esperamos reconhecimentos e queremos ser colocados em um pedestal a fim de sermos vistos e aplaudidos.  A grande prova do ser humano não é a desventura, mas uma vida de sucesso projetada com  elogios viciadores, que enaltece o homem pó, nada mais que pó. Quando somos elogiados, precisamos correr imediatamente para Deus e a dependermos mais dele, a fim de não  abrigarmos o louvor a nós oferecido no coração e a pensarmos sobre nós além do que realmente somos. Este é o fio de prata da  vida: a provação através do  louvor.  O louvores feitos a nós e recebidos, nos enganam e nos deixam embebecidos diante do glamour do sucesso, então nos tornamos recebedores daquilo que não nascemos jamais para obter. Seremos reprovados na "prova interna"  se nos afastarmos da dependência de Deus, e longe da segurança do Senhor Jesus,  seremos acometidos da síndrome de Lucífer, da auto-suficiência e do orgulho. Sem a dependência de Deus,  não teremos equilíbrio interior, então o orgulho crescerá, dando lugar a altivez, que uma vez erguida e estabelecida em nosso coração, precederá a queda.


Lécia Mendonça